Entrevista com a juíza Marcela França



Olha eu aqui de novo, trazendo para o blog do Vaidade Sem Frescura mais uma entrevista bem interessante.

Como eu já disse para vocês, faz mais de um mês que eu tento trazer uma vez por semana ao Vaidade um conteúdo diferente: entrevistas com pessoas que tragam ao blog histórias de vida e experiências legais. A entrevistada de hoje se chama Marcela França. Conheço ela desde criança (irmã da minha grande amiga Luísa). Hoje ela é juíza no estado da Bahia e passou de primeira no concurso público. Uma história NÃO TÃO SIMPLES e bem bacana de conferir.

Pra quem estuda pra concurso ou pensa em começar, acho que vale bastante a leitura, porque Marcela trouxe informações bem sinceras. Ficou incrível, gostei demais. Espero que gostem também e que a partir desta leitura, vocês tirem algum ensinamento legal.

Quem é a entrevistada?



Me chamo Marcela Moura França Pamponet, tenho 29 anos, nasci em Salvador, me formei em Direito pela Universidade Federal da Bahia em fevereiro de 2010. Em 2013 fui aprovada no concurso de juiz estadual da Bahia, mas faltavam alguns meses para completar os três anos de atividade jurídica exigidos para o cargo e por isso não tomei posse naquele ano. Em 2014 fui aprovada no concurso de juiz do Rio de Janeiro, onde exerci a judicatura por aproximadamente um ano, quando então retornei à Bahia como juíza daqui.


Vamos para as perguntas!


1- Marcela, em qual momento da sua vida você decidiu cursar direito? Você sempre quis ou ficou dividida entre outros cursos?

Sempre gostei de matérias humanísticas e tive dúvidas entre jornalismo e direito. No terceiro ano do ensino médio, optei por direito, por influência da minha mãe que sugeriu a minha inscrição nesse curso. Mas até então nunca tinha sido um sonho.

2- Você advogou? Caso sim, em qual área atuou?

Advoguei um pouco, mas sempre mantive o foco nos estudos. Atuei em processos criminais, cíveis e juizados especiais.

3- Muitas pessoas tem dificuldade de passar no exame da OAB, muitas vezes por nervosismo. Você passou de primeira. Quais os conselhos que você daria para quem enfrenta este problema de passar no exame?

Passei de primeira, mas foi um momento de grande tensão em minha vida. A cobrança interna e externa eram enormes. Encarei a OAB como a prova da minha vida, o que gerou um desgaste maior que o necessário. Hoje sei que não é para ser assim. Trata-se apenas de uma prova que deve ser encarada com responsabilidade, mas não é determinante em nada na vida de alguém. Um conselho que sempre dou é buscar provas anteriores e conhecer o perfil da banca. Feito isso, recomendo estudar por livros especializados nesse tipo prova, pois eles costumam ser resumidos e com ênfase nos temas mais recorrentes. Uma dica fundamental é treinar resolvendo questões de provas anteriores e de outros exames e existem livros voltados para isso. Há também sites cujas assinaturas não são caras e que oferecem um número ilimitado de questões com respostas. Para a primeira fase, é importante memorizar a lei (sim, infelizmente). Ler a Constituição Federal, Código Civil, Código Penal, etc. Não vale a pena investir tempo ou dinheiro em livros grandes, teóricos. É o momento de ter objetividade. Para a segunda fase, um bom cursinho intensivo, voltado para a reta final é suficiente.

4- Em qual momento da sua vida você decidiu largar tudo e estudar para concurso?

Um ano após me formar, em 2011, decidi me dedicar de verdade aos estudos. Peguei firme e encarei o desafio. No fundo, sempre soube que não queria advogar, mas estava procrastinando esse momento de me tornar “concurseira”, talvez por medo de não corresponder às minhas expectativas e às dos familiares. Num dado momento, caí na real e resolvi fazer a minha parte. Até adquirir disciplina para estudar em casa, passava oito horas por dia numa sala de estudos de um curso preparatório e fui ganhando resistência e foco, principalmente vendo os colegas ao lado se dedicando. Comparo a uma academia: ver os outros se exercitando te estimula a fazer o mesmo. No final, estudava em casa, num canto destinado apenas a isso. É importante que seja um lugar silencioso e que a família entenda e colabore com o silêncio.



5- No momento em que começou a estudar, você já sabia qual concurso você queria?

Quando comecei, sabia que queria a magistratura. Estagiei com juízes, o que foi muito inspirador e fez com que eu me identificasse com o cargo. Como os editais dos concursos de juiz em todo o país costumam ser parecidos, estudava sempre as disciplinas desse tipo de prova. Muita gente peca por falta de foco, faz concurso para qualquer coisa e a cada novo edital lançado, muda o rol de disciplinas. Acho que isso acaba atrasando a aprovação. É importante que o candidato saiba o que quer, foque numa carreira e ainda que preste concurso para outras áreas, numa se desvie do objetivo inicial.

6- Quanto tempo você demorou para passar, desde que começou a estudar?

Considero que consegui uma aprovação rápida. Em menos de um ano de estudo, já tinha chegado na penúltima fase do concurso do Tribunal do Rio de Janeiro, o que foi até assustador, porque sempre achei a aprovação algo tão distante e inatingível. De repente me dei conta de que era sim possível e com dedicação, eu conseguiria ser aprovada. Fui aprovada na sentença criminal, mas reprovei na sentença cível. Em 2012 fui aprovada em todas as fases escritas do concurso TJBA (Bahia). Quando chegou na hora da minha habilitação para a última etapa, que é a prova oral, indeferiram a minha continuidade no concurso porque entenderam que eu não tinha tempo suficiente de prática jurídica. Entrei com uma ação judicial para fazer a prova oral em 2013, quando então fui aprovada, mas não tomei posse com os demais colegas, pois o processo estava pendente de decisão definitiva.

7- Quando você passou no concurso, você demorou quanto tempo para ser chamada?

Após a frustração de não tomar posse com os demais colegas no TJBA, fiz mais um concurso para o Rio de Janeiro. Felizmente passei e um mês depois do resultado, tomei posse juntamente com outros 25 juízes, em maio de 2014. Em 2015 minha ação contra o concurso da Bahia foi julgada definitivamente, assegurando a minha posse como juíza. Deixei o Rio e assumi na Bhaia em maio de 2015, onde estou até hoje.



8- Qual era o grau de concorrência do concurso que você prestou? Primeira e segunda fase?

No Rio de Janeiro, eram seis mil inscritos para aproximadamente 28 vagas. Na primeira fase, passam em média três vezes o número de vagas, então eram três candidatos para uma vaga. Para a prova oral, última etapa eliminatória, passaram 28 candidatos para 28 vagas. Ou seja, não havia concorrência! Cabia a você se aprovar. Na Bahia foram oito mil inscritos para 100 vagas. Passaram para a prova oral pouco mais de 100 candidatos e por fim, todos nomeados, inclusive os aprovados fora do número de vagas. A grande peneira é na primeira fase, quando a prova é objetiva e elimina o maior número de candidatos.

9- Na sua opinião, quais são todos os benefícios de passar em um concurso público?

O benefício é, sem dúvida, a estabilidade financeira. Ninguém fica rico honestamente sendo servidor público, mas é possível ter uma vida organizada. A previsibilidade de se programar, saber que não vai ser demitido por conta de uma crise econômica, tudo isso traz uma tranquilidade muito grande. O problema é que hoje em dia muitas pessoas buscam o concurso pelo retorno financeiro e com o tempo se tornam profissionais frustrados e infelizes, por falta de vocação. Gostar do que faz é fundamental, senão depois o trabalho se torna uma tortura.

10- Para quem está começando a estudar agora, quais conselhos você daria?

Primeiro lugar, escolha uma carreira, pegue o edital de algum concurso anterior, veja quais as disciplinas exigidas. Comece estudando as matérias que você menos sabe ou tem afinidade. Aquelas que na faculdade você não deu muita importância. Faça um cronograma semana e mensal de estudos. Se organize. No seu horário de estudo, deixe o celular bem longe de você. Se for preciso, peça a alguém para escondê-lo. Faça intervalos. Nos finais de semana, tenha vida social. O professor Willian Douglas tem um site com material gratuito de gestão de tempo e organização de estudos. Memorize a lei, isso é fundamental para a prova objetiva, que é a que mais reprova. Esteja atualizado com a jurisprudência. Nesse ponto, indico o site “Dizer o Direito”. Se você tem pouca verba para investir em livros, se cadastre no site “Passei Direto”. Lá você encontra materiais gratuitos, inclusive livros para baixar. Peça a algum amigo (organizado) as aulas digitadas dos cursos que ele está fazendo. Compartilhe material. Com isso, você ganha tempo, principalmente se tiver prática em leitura rápida. Grife seu material, se familiarize com ele. Se tiver Instagram, siga perfis de professores, de cursos, concurseiros, etc. Respire concurso (sem pirar, hein?). Leve consigo um livro ou um tablete com material, porque numa fila, no ônibus, no metrô, na sala de espera, você dá uma lida, e não sente que está perdendo tempo. No carro, leve sempre áudio-books para ouvir no engarrafamento. E acima de tudo, acredite que não precisa ser gênio para ser aprovado. Com método, estratégia e disciplina, a aprovação é uma questão de tempo.



11- Muitas pessoas estudam anos e não conseguem passar em um concurso. O que você falaria para essas pessoas?

Os motivos que atrapalham a aprovação são os mais diversos. Pode ser emocional, falta de disciplina, foco, estudo por materiais errados, etc. É importante que a pessoa identifique o que a está atrapalhando. Atualmente (no meu tempo não existia isso – idosa, rs) existe serviço de coaching que oferece um atendimento individualizado de orientação de estudos. Ouvi falar que é muito bom. Frustrações são inerentes ao processo de aprovação. Diria que precisamos passar por isso, para valorizar nossas conquistas. Não desista na primeira, na segunda e nem na vigésima reprovação. Aliás, não conte quantas vezes você foi reprovado. Qual a utilidade disso? Não encare o estudo como um sacrifício. As coisas começaram a dar certo para mim quando encontrei prazer no caminho e não apenas no destino. Aprenda a gostar de estudar... é como academia. No começo precisamos de muito esforço e persistência, mas depois se torna um vício (juro!). Conhecimento nunca se perde. Pense que você está estudando para se tornar um profissional melhor e isso torna o caminho menos árduo. Não se compare. Há pessoas que passam rápido e outras demoram mais. Há diversos fatores nisso, inclusive sorte num dado momento. Faça a sua parte e fique em paz com isso. Se apesar de tudo isso, você constatar que a aprovação não aconteceu, repense se vale a pena insistir. Não digo desistir de cara, mas existem pessoas que não tem perfil para concurseiro, embora sejam ótimas profissionais em outros ramos que não a carreira pública.

12- O que você acha que foi fundamental para você ser aprovada?

Estratégia. Limitei o meu estudo ao que o concurso exigiria de mim. Na primeira fase é memorização de lei e jurisprudência? Vamos lá. Na segunda fase, preciso aprender a fazer sentença cível e criminal? Vou aprender. Para a prova oral, é preciso ter oratória? Faço um curso voltado para isso. Fui bem prática e objetiva. Estudava os espelhos das provas anteriores das bancas, para ter uma ideia do que me seria exigido. Com um tempo, já dá para saber o que esperar (embora surpresas aconteçam, rs).



13- Quantas horas por dia você se dedicava aos estudos? Você fez algum cursinho?

O máximo que conseguia estudar por dia eram oito horas. Fiz um cursinho para concursos, mas nunca rendi muito assistindo aulas. Sempre preferi ler aulas digitadas dos colegas em casa ou livros do tipo resumos. Para a segunda fase, fiz cursos on-line de prática de questões discursivas e sentença. Para a prova oral, fiz curso de oratória.

14- Quais matérias você aprendeu na faculdade que foram mais importantes para realizar as provas do seu concurso?

Na faculdade o estudo é diferente, porque tem muita doutrina. O estudo para concurso é completamente diferente. Atualmente todas as matérias que caem no concurso são importantes e muitas vezes as matérias que consideramos secundárias são as que podem aprovar ou reprovar numa prova. O nível é muito alto, então é preciso se dedicar a todas as disciplinas exigidas. Confesso que o que aprendi na faculdade tem sido fundamental para o exercício da minha profissão, porque me dá mais embasamento teórico. Mas para o concurso, a faculdade não teve grande contribuição, ao menos no meu caso (na sinceridade, mesmo).

15- Você teve ajuda de algum colega ou profissional de direito durante seu período de estudo? Quais foram as lições mais importantes?

A ajuda que tive de colegas foi na troca e compartilhamento de materiais. Na época que estudava não conhecia nenhum recém aprovado para me orientar... fui aprendendo sozinha mesmo. Cada um acaba encontrando o seu método, a sua forma de estudar. Falo muito do que funcionou para mim, o que não significa que funcionará para todos. Não existe fórmula mágica. É estudar com vontade e acreditar.



16- Você passou no Rio de Janeiro e mudou para Xique-Xique, uma cidade do interior da Bahia. Quanto tempo você atuou no Rio e por qual motivo você resolveu pedir transferência?

Atuei no Rio por um ano e quando voltei para a Bahia foi com a perspectiva de ficar mais perto da minha família. Estou numa vara criminal de uma cidade a centenas de quilômetros de Salvador. Acabei precisando ir para uma cidade mais distante porque era uma oportunidade de me promover e levar menos tempo para chegar em Salvador ao longo da carreira. Sei que em alguns anos voltarei para minha casa, e isso faz com que todo o esforço valha a pena. Existem pessoas que não tem esse apego e vivem muito bem em outros estados, mas no meu caso, priorizei voltar para a Bahia e não me arrependo.



17- Muita gente que passa em concurso, acaba indo morar em outro estado, muitos são casados(as). Você é casada. Como conseguiu administrar isso, sendo que seu marido ficou em Salvador?

Não foi nada fácil. Isso pesou muito na hora de deixar o Rio e voltar. Num final de semana ele ia pra lá e no outro eu vinha. Mas estava ficando cansativo e naquele momento profissional, ele não tinha como deixar o escritório dele em Salvador para me acompanhar. O bom é que nunca passamos um final de semana longe do um do outro. Felizmente, pude voltar para a Bahia e deu tudo certo.



18- Devida a ansiedade durante os estudos, muitas pessoas engordam, acabam descontando na comida. Você teve esse problema?

Durante os estudos não engordei, mas quando fui morar longe da família, no Rio de Janeiro, acabei suprindo algumas carências com a comida. Engordei bastante, mas assim que retornei à Bahia emagreci novamente. O problema é que algumas pessoas estudam comendo, o que não é bom. É importante que a gente tenha nosso tempo para comer, dormir, socializar, etc. Não adianta descuidar da saúde para passar em concurso, é um tiro no pé. Por isso é legal organizar o dia num cronograma, para que cada coisa tenha seu horário exclusivo.

19- Qual é a melhor maneira de se preparar para uma prova tão esperada como essa? Você lembra o que fez um dia antes?

Acho que dormir bem é fundamental. Se a ansiedade for grande, fazer uma caminhada é uma boa pedida. Eu andava na orla, bebia água de côco, assistia a um filme leve, comia uma coisa gostosa e fazia uma revisão das matérias que eu dominava menos, para memorizar alguns pontos, alguns detalhes.

20- Como é o dia a dia no seu trabalho? Poderia nos contar um pouquinho?

Eu trabalho numa vara criminal e atuo realizando audiências, dando sentenças, “prendendo” e “soltando” pessoas que supostamente praticaram ilícitos penais (para usar uma linguagem bem leiga). Tenho ainda que administrar o cartório onde ficam os servidores, orientando e dizendo como eu gostaria que o trabalho fosse realizado. Sou também administradora do fórum, uma espécie de síndica. Nos dias em que tenho audiência, que costumam ocorrer pela manhã, chego cedo, leio os processos antes, peço ao servidor que digita a ata que deixe tudo adiantado e presido o ato. Normalmente, chegam réus presos, e se não houver risco evidente à minha segurança e à dos demais, eu solicito que o policial que o conduziu retire as algemas. Faço o interrogatório, que é uma espécie de entrevista. O promotor e o defensor fazem alegações finais e posteriormente profiro uma sentença. Encaro cada processo como uma vida, uma pessoa. Gosto de ler cada processo e ruminar a decisão. Leio, releio e isso acaba levando um tempo... o problema é que a cobrança por produtividade acaba comprometendo a qualidade das decisões, e encontrar o equilíbrio entre a celeridade e a boa prestação jurisdicional é o desafio, principalmente com os problemas estruturais que os juízes do interior têm que enfrentar – escassez de recursos matérias e humanos, estrutura de trabalho, etc.

21- Por ser juíza em uma cidade muito pequena, você enfrenta algum problema? Tenho uma amiga de infância que o pai é promotor, por exemplo, que ele já sofreu muitas ameaças.

Felizmente, nunca sofri nenhuma ameaça. Trato a todos com respeito, olho nos olhos e conduzo o diálogo de forma impessoal e isso acaba deixando claro que estou apenas fazendo o meu trabalho. Cada um ali está exercendo o seu papel e de um modo geral todos entendem isso. Claro que em alguns momentos é preciso ser dura, e eu sou, mas felizmente nunca passei por situações complicadas e espero não passar. Por outro lado, conheço colegas que são excelentes profissionais, que asseguram aos réus todos os direitos constitucionais (como deve ser) e já sofreram ameaças ou atentados. Mas é isso, toda atividade tem seu risco.

22- Existe algum profissional da sua área que você admire muito a postura e o trabalho que desempenha?

O juiz com quem estagiei foi uma grande fonte de inspiração para mim. Admiro muito meus colegas de concurso, juízes anônimos, do interior, que abdicam de estar perto da família e de todo o conforto, para levar justiça aos lugares mais longínquos da Bahia. São pessoas que se entregam e, apesar das dificuldades, buscam dar a sua contribuição à sociedade e de alguma forma melhorar as realidades locais.

23- Já ouvi pessoas falarem que não prestam concursos públicos, porque existe muita fraude, o velho Q.I. Você acredita que isso é verdade?

Acho que antigamente existia, embora já tenha ouvido falar de fraudes e não duvido que eventualmente possam ocorrer sim. Mas não é a regra. A grande maioria é de pessoas que estudaram muito, lutaram e conquistaram, a duras penas, a sua aprovação.

24- Estamos em um momento complicado do país. Poucos concursos e poucas vagas. Tenho amigos que passaram há anos em uns concursos e ainda não foram chamados. Você acha que 2016 é um ano que vale a pena investir nisso, diante do nosso cenário?

Eu acho que sempre vale a pena investir. Os concursos duram cerca de um ano até o seu final e a nomeação e posse dependem muito do orçamento de cada unidade da federação. Mas se o candidato foi aprovado dentro do número de vagas, ele tem direito de tomar posse dentro do prazo de validade do concurso. Quem passa fora do número ou em cadastro reserva, tem que esperar o orçamento, mas sugiro que enquanto isso, continue estudando para outros concursos, pois se passou nesse, significa que está preparado para passar em outros.

25- Muitas pessoas largam seus empregos para estudar pra concurso. Você acha que é possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo: estudar e trabalhar?

Acho que é muito pessoal. Tem gente que justamente por ter muito tempo ocioso, não consegue se organizar e estudar. Então depende muito, mas conheço inúmeras pessoas que foram aprovadas e estudavam paralelamente ao trabalho.


26 - Você me falou que adoraria fazer a entrevista, porque tinha muita coisa para dizer para as pessoas que estão prestando concurso no momento e que muitas vezes, ficam desestimuladas. Aproveite este espaço e deixe a sua mensagem.

Quero dizer que se eu consegui, qualquer um pode. Não existe fórmula mágica. Acredito que todo mundo tem o seu momento, e seja no concurso ou em outro projeto, a sua hora também vai chegar se você não desistir. Haverá dificuldades sim. Eu também derramei a minha cota de lágrimas, mas agora estou aqui, exatamente onde sonhei. A atitude mental é muito importante. Não veja a aprovação como algo inatingível. Dê um passo de cada vez. Controle a ansiedade. Se apegue a uma religião. Eu sei que não é fácil. Às vezes bate um desânimo danado, mas passa... tudo passa. E acredite, todo o esforço vale a pena.



Muito obrigada por esta entrevista, Marcela!

Adorei todas as suas respostas, me passou muita verdade.

Espero que todas as leitoras e leitores do Vaidade Sem Frescura que pensam em iniciar esta vida de concurso, já vivem ou simpatizam com o assunto, gostem tanto quanto eu gostei de todo o conteúdo abordado neste post.

Mil vezes obrigada!
Um beijo!

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Sejam bem-vindas (os) ao Vaidade Sem Frescura! Um blog com dicas de beleza com foco em cosméticos, feito por Alana Benevides, uma vaidosa completamente apaixonada pelo mundo encantado das feminices. Será compartilhado neste espaço muitas resenhas sobre produtos diversos com sinceridade, leveza e uma pitada bem caprichada de bom humor.

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