Entrevista com Josy Ricci


Como eu havia contado para vocês nas duas postagens anteriores, resolvi trazer um conteúdo diferente para o blog do Vaidade Sem Frescura: entrevistar mulheres e homens com histórias interessantes. Alguns falando mais do lado profissional, outros falando da vida pessoal. Cada um enriquecendo este espaço ao seu modo. Achei genial esta ideia e espero de coração que vocês gostem.

Como o último entrevistado nós falamos apenas da visão profissional dele, a entrevistada de hoje eu resolvi trazer um conteúdo bem variado e curioso.

Nossa escolhida do dia é a minha querida amiga Josy Ricci. Nos conhecemos através do meu primo que morou muitos anos na Alemanha. Agora em 2016 completamos 10 anos de amizade e pensem aí em uma relação gostosa? Mesmo ela morando na Califórnia atualmente e eu no Brasil, nos falamos todos os dias pelo Whatsapp. Nossa paixão por cosméticos nos une diariamente, onde trocamos dicas desenfreadas e paralelo a isso, dividimos as nossas vidas também.

Então, vamos entender um pouco mais sobre a Josy.

Espero que gostem das minhas perguntam e claro, das respostas dela. Apesar da entrevista ser extremamente longa, acho que vale demais a leitura. Várias informações legais. Let's go!

Quem é?



Josy Ricci, 37 anos, brasileira, baiana, casada com o americano Chris. Formação em economia internacional na FH Worms. Também fez curso de massagem terapêutica na cidade de Berlim. Em 2002 tomou a decisão de ir morar na Alemanha e por lá permaneceu por 12 anos. Atualmente mora em Moreno Valley no Estado da Califórnia (EUA). Tem dois filhos que nasceram na Alemanha. Apaixonada por maquiagens, preparar comidas naturais e pelos seriados Friends e House of Cards.

Vamos para as perguntas!

1- Você poderia contar um pouco sobre a sua história de vida?

Pra começar, posso dizer que eu sou uma pessoa muito energética e positiva. Eu acredito muito nos meus pensamentos e na força deles. As vezes eu quero uma coisa, que para os outros pode soar impossível, mas eu não deixo de acreditar que posso conseguir, porque eu dou o meu máximo para realizar, eu corro atrás do que eu quero.

Minha vida nunca foi fácil, eu nasci no interior da Bahia e com quinze anos fui morar em Salvador, porque eu sempre gostei de cidade grande. Fui para morar com a minha mãe, mas eu não gostava disso, portanto, mesmo tão nova decidi morar sozinha. Sai da casa dela, arranjei um emprego em um salão de beleza e me tornei auxiliar das cabeleireiras do local. Paralelo a isso, também fui manicure neste salão, comecei a aprender a fazer cabelo e virei cabeleireira depois de um tempo.

Eu adorava trabalhar naquele ambiente, adorava mexer com cabelo, era prazeroso demais pra mim. Eu gostava de conversar com as clientes e do serviço que prestava. Quando você faz a unha e deixa o cabelo de alguém mais bonito, você eleva a auto estima da pessoa e eu adorava essa sensação de deixar as clientes mais felizes com elas mesmas.

Um tempo depois, eu sai do salão e comecei a trabalhar à domicílio, eu fazia cabelo e unha de clientes que não tinham tempo de frequentar os salões por conta do trabalho.

Em 2002, resolvi sair do Brasil, ir morar na Alemanha e essa decisão foi muito boa em minha vida, porém um choque de realidade. Não é simples você sair do seu país e ir para outro tão longe, com outra língua e uma cultura completamente diferente. Apesar disso, foi uma experiência maravilhosa. Eu sempre quis sair do Brasil, morar fora, conhecer o mundo e corri atrás disso por mais que as pessoas achassem loucura.

Por diversas vezes, eu cansei de ligar para as companhias aéreas e quase comprar uma passagem para sair daí, queria tentar morar nos Estados Unidos, mas quando chegava a hora de pagar a passagem, eu desistia. Por fim, tomei coragem e escolhi a Alemanha.

Morei doze anos na Alemanha, conheci meu marido lá que é americano, tenho dois filhos nascidos na Alemanha e hoje moro nos Estados Unidos, apesar de adorar a Alemanha e nutrir uma grande vontade de voltar.

Eu aprendi a amar a Alemanha de uma maneira surreal. Gosto muito daquele país, apesar de não morar mais lá. Hoje moro em Moreno Valley na Califórnia, porque meu marido foi transferido. Estamos bem divididos entre ficar e voltar, porque eu gosto da cultura da Alemanha, da educação oferecida, de como as coisas funcionam por lá e da preocupação que o país tem com o meio ambiente. Lá é tudo muito certinho, funcional, pontual, programado e eu gosto disso.

Aqui nos Estados Unidos é diferente, eu diria que este país é uma misturinha de Brasil com a Europa. Aqui se você marca com uma pessoa em um horário, eles costumam se atrasar, como é bem comum no Brasil, mas o lado bom é que este país oferece muita conveniência, você faz tudo o que precisa a um passo de casa. Caso queira, você não precisa descer do carro pra tirar dinheiro, pra comprar comida, pra comprar algo em uma loja, você simplesmente liga e pede ou compra pela janelinha. Tudo aqui é muito barato, comer nos Estados Unidos é muito barato, então esse problema que existe do povo americano ficar muito endividado, provém do preço baixo dos produtos e serviços, onde são consumidos por boa parte da população de maneira desenfreada, perdendo assim o controle dos seus gastos.

2- Você morou muitos anos na Alemanha. Quais foram os seus maiores aprendizados lá? Você sentiu algum tipo de resistência por parte dos alemães por você ser brasileira?

Como disse, morei na Alemanha por doze anos, amo a Alemanha de paixão, é a minha segunda pátria, é o país que eu escolhi. Moro nos Estados Unidos e gosto muito, mas a Alemanha está no meu coração. Uma coisa que aprendi naquele país foi também DIZER NÃO. Lá as pessoas não enxergam nenhum problema em dizer NÃO um para o outro.

Gostava demais da pontualidade das pessoas, isso é maravilhoso. Se marcam com você tal hora, tenha certeza de que o alemão estará lá na hora combinada, mesmo que esse compromisso tenha sido marcado há dias atrás, isso é surreal de bom. Se o trem está marcado para sair às 20:32h, ele vai sair neste horário certinho, com você dentro ou não. Admiro demais essa pontualidade.

Enfim, o que eu realmente aprendi na Alemanha foi aprender a ser franca, a dizer NÃO. Por exemplo: se um amigo lhe pedir algum favor e você simplesmente dizer que não pode fazer, não tem problema. Uma das maiores dificuldades do ser humano é dizer não e quando você aprende é muito bom, é libertador. Os alemães são bem diretos, francos, pontuais, objetivos e não fazem rodeios. Ninguém fica te enrolando pra te dar uma notícia, mesmo que ela seja boa ou ruim.

Como brasileira, não tive nenhum problema lá e nem em outros países que visitei. Não senti preconceito pela minha nacionalidade e nem pela minha cor de pele. Quando eu falava que era brasileira, eles tinham mais curiosidade com relação ao país. Não apresentavam atitudes ou discursos preconceituosos. Eu sou uma pessoa animada, gosto de me divertir, então acho que este meu lado solto e extrovertido me ajudou demais para conseguir me aproximar das pessoas por lá. Eles são reclusos, mas por ser bem espontânea, graças a Deus, eu tive bastante abertura com meus amigos alemães.



3- Hoje você mora no estado da Califórnia nos Estados Unidos. Portanto, repito a mesma pergunta: você sentiu algum tipo de preconceito por parte nos americanos pelo fato de você ser brasileira?

De jeito nenhum. Eu adoro os Estados Unidos também e ainda não sofri preconceito por ser brasileira. O que eu percebo aqui na Califórnia pelo menos, é que quem sofre mais preconceito, infelizmente, são os mexicanos. Os mexicanos sofrem com isso, eu já percebi. Como brasileira eu não senti, fiz novas amizades bem rápido, tive boa receptividade por parte das pessoas. Talvez em outros estados do país exista esse preconceito bem aflorado, mas aonde moro (Moreno Valley – cidade que fica próxima a Los Angeles), eu não tive nenhum tipo de rejeição.



4- Infelizmente nos Estados Unidos existem muitas pessoas obesas, que não se alimentam de forma saudável. Existe muita coisa gostosa e barata para comer neste país, eu iria enlouquecer. Como você faz para manter o peso e não sair rolando (hahaha)? Como é a sua alimentação? Como resiste a tantas coisas gostosas?

Não sou fã de fast food. Não curto McDonald's e Burguer King, por exemplo. Tenho uma cozinha bacana em casa, equipada e adoro cozinhar. Pra minha sorte, meu marido também. Nós temos uma preocupação muito grande com a alimentação dos nossos filhos, então preservamos esse hábito de cozinhar para eles, sempre coisas saudáveis.

Eu faço tudo em casa: pão, massa, molho, etc. Na compras eu opto pelos produtos orgânicos. Aqui você tem várias opções de mercados e vendinhas com alimentos orgânicos. Consigo encontrar na Califórnia muitas coisas que eu comia no Brasil, que na Alemanha era bem mais difícil, como por exemplo: tapioca, quiabo, aipim, coentro, etc. Isso é maravilhoso.

Quando eu saio com minha família pra comer, ao invés de ir a um fast food, gostamos de ir em um restaurante mexicano ou japonês. E outra culinária que eu aprendi a amar é a culinária vietnamita, a comida é super saudável e eu até recomendo as pessoas a irem uma vez por mês comer em um restaurante vietnamita, porque eles utilizam muitas ervas no preparo dos alimentos, que elevam o nosso sistema imunológico.







5- Você tem vontade de voltar a morar no Brasil?

Não me vejo mais morando no Brasil. Só gosto de ir passar as férias, ver amigos/familiares, passear, matar a saudades de locais/comidas e pronto. Eu prezo muita a segurança, a conveniência, a educação e isso eu tenho nos Estados Unidos. Infelizmente não me sinto segura no Brasil por conta da violência.



6- Os Estados Unidos é muito famoso pelos baixos preços. Como você consegue se controlar para não virar uma consumista louca? Não sei se eu daria conta (hahahaha).

Realmente! Os Estados Unidos oferece muitas promoções e descontos que são de deixar qualquer um louco. Aqui existe uma coisa surreal: uma loja X vende com MAIS desconto, um produto que JÁ estava em promoção numa loja Y anteriormente. Deu para entender? Olha que louco! Por exemplo: você vai na Nike e algumas peças estão com desconto, se alguma delas apresentar um defeito, essas peças vão para uma outra loja (geralmente de departamento), para o setor de ‘’pequenos defeitos’’. Assim, você consegue comprar aquela peça que estava no setor promocional, com 50% de desconto em cima do preço da promoção, só porque ela estava com um pequeno defeito, como um fiozinho puxado ou uma pequena manchinha.

Resumindo, é um perigo! Você precisa se controlar muito. Eu tento ser econômica ao máximo, meu marido é mais descontrolado, eu fico tentando segurar ele para não exagerarmos no consumo. As vezes chego até a ser mão de vaca.

7- Muitas marcas americanas oferecem cupons de desconto que você imprime e leva nas lojas físicas para pagar menos nos produtos. Nos aniversários, muitas lojas dão um presente para os clientes, presentes bons. Como funciona isso?

Aqui nos Estados Unidos existe a cultura do cupom e isso é show de bola. Você recebe um cupom de desconto em sua casa pelos correios, ou por e-mail (basta imprimir) ou vem em algum jornal/revista (basta recortar) e você pode utilizar esses cupons. Basta levar na loja e receber o seu desconto.

Toda semana batemos de frente com um cupom, seja por correspondência, e-mail ou revista. No seu aniversário, existem muitas lojas e estabelecimentos que te enviam um voucher para você ir retirar algum presente ou consumir algo gratuitamente. São tantos vouchers, que você pode passar o dia inteiro do seu aniversário usufruindo desses benefícios, eu adoro. Na sorveteria você ganha um sorvete, nas lojas de cosméticos você ganha um batom, um rímel, tudo de marca bacana como Nars, Marc Jacobs e Benefit, por exemplo. Em um bar, você ganha uma rodada de drinks, em uma padaria você ganha um café da manhã, uma cafeteria oferece um pedaço de bolo e por aí vai. De cosméticos, este ano eu ganhei de uma loja o rímel Roller Lash da Benefit. Já a Sephora me deu um batom e um lápis da Marc Jacobs.



8- Agora a pergunta que não quer calar: nos conte todos os detalhes sobre a famosa Black Friday? Quais são os truques para conseguir comprar por preços baixos de verdade?

A Black Friday já foi uma loucura, hoje em dia não é mais aquela cena de cinema de filas quilométricas e aquela correria louca. Antes do dia, você recebe muitos e-mails das lojas já informando os preços dos produtos que vão entrar na Black Friday, então a partir destes e-mails, você já consegue ter uma noção do que te interessa, do que realmente vale a pena comprar, então quando chega o dia, você já está meio decidida do que quer e aonde ir.

O que vale muito a pena comprar na Black Friday são os eletrônicos, o que não inclui a Apple, ok? A Apple e a MAC COSMETICS não entram na Black Friday. O máximo que já vi a Apple fazer, foi vender um iPad de um modelo antigo com um desconto de $50.

A Victoria's Secret faz boas promoções no Black Friday, que valem a pena, mas é importante contar que promoções semelhantes ocorrem durante vários períodos do ano em algumas lojas. Por exemplo: todo sábado algumas lojas fazem promoções, fora o benefício dos cupons que falamos na pergunta anterior.

Muitos estabelecimentos começam a Black Friday na quinta-feira a noite. As pessoas tem o hábito de acabar de comer às 16h no dia de ação de graças, levantam da mesa e vão para as compras. É impressionante!!! E eu acho que é mais por consumismo e tradição mesmo, porque essas promoções você pode encontrar durante outros períodos do ano.



9- Depois que você começou a seguir o Vaidade Sem Frescura, eu criei uma monstrinha. Hoje você é uma viciada em cosméticos?

Esse Vaidade Sem Frescura me levou quase à falência. Eu teria que colocar meu cartão no congelador e esquecer ele lá congelado para não consumir nada. Realmente, Alana Brito criou um monstrinho. Não vou dizer que sou absurdamente viciada, mas cheguei bem perto do vício.

Independente disso, tenho muito que agradecer ao Vaidade, porque eu aprendi a gostar de maquiagem, a ser ainda mais vaidosa, a saber combinar tons, aprendi sobre acabamentos de batons, a saber escolher os produtos certos pro meu tipo de pele e isso foi muito positivo. A linguagem do Vaidade é muito fácil, Alana explica tudo de forma muito clara e acessível e eu acho isso muito legal. Antes eu era vaidosa, mas depois do Vaidade eu fui ao extremo.

Lembro que uma vez Alana postou uma foto minha para mostrar um batom que eu estava usando, e nos comentários uma menina disse que minha sobrancelha estava muito fina. Eu li aquilo, parei pra analisar e constatei que realmente eu poderia melhorar nesse quesito e fiz. Hoje, com minhas sobrancelhas mais arrumadinhas, eu vejo fotos antigas e penso: "Nossa, eu deveria ter percebido isso antes". Aprendi muito!

Quantas vezes falei com Alana via Facetime no meio das lojas de cosméticos, farmácias e mercados aqui da Califórnia, mostrando diversos produtos? E também já nos falamos por Facetime só para ela me ensinar a passar rímel da maneira correta, para os cílios ficarem bem alongados! Sempre que vou na MAC mais próxima de casa, as vendedoras já me conhecem, isso é sinal que compro demais, porém muitas vezes entro para fotografar produtos para o Vaidade Sem Frescura, principalmente batons recém lançados que demoram um pouco para chegar ao Brasil.



10- Existem muitas marcas de cosméticos que vendem nos Estados Unidos e não existem no Brasil. Você poderia citar algumas bem legais que nós, brasileiras vaidosas, devíamos conhecer os produtos?

Com certeza uma das marcas que eu mais amo neste mundo dos cosméticos que vende aqui e não vende no Brasil é a It Cosmetics. É excelente, mas o preço é salgado, não vou mentir. Minha amiga Soraya (também brasileira) só usa produtos desta marca e tem uma pele maravilhosa. A fundadora da It Cosmetics tem rosácea, então ela resolveu desenvolver produtos ideais para este tipo de pele com protetor solar, fatores hidratantes e cobertura alta, para cobrir bem essas partes vermelhas do rosto. Duas marcas de preços mais baixos e que são mais acessíveis de encontrar é a Cover Girl e a Rimmel. Adoro essas duas marcas. A It Cosmetics é mais difícil de encontrar, só tem uma loja e nenhum outro lugar revende. Ou seja, ou você vai nesta loja ou compra pela internet.



11- Dessas marcas desconhecidas no Brasil, você poderia citar produtos que você é apaixonada e que deseja que toda brasileira vaidosa prove um dia?

Não vou citar produtos, mas vou reforçar no quesito acessibilidade, por isso indico a Cover Girl e a Rimmel. Essas duas marcas são ótimas e você encontra em qualquer lugar aqui: loja de cosméticos, farmácias e mercados. Fora os preços que são excelentes, uma base pode custar as vezes em torno de $3 a $5. Isso é fantástico. Quem não conhece, deveria conhecer um dia essas marcas.



12- Qual é seu nível de controle pessoal ao entrar em uma farmácia americana ou no Walmart, ver aquela quantidade de produtos e ter que se esforçar para não levar nada? Hahahahahaha. Eu não teria maturidade para isso.

Geralmente quando eu vou no Walmart, eu tento evitar a sessão de cosméticos. Ela fica um pouco separada das demais, é como se fosse um quadradinho e tem até um caixa próprio para você pagar. Então, quando vou ao mercado comprar alguma comida, eu faço um esforço para evitar passar perto desta sessão.

Caso vá no mercado para comprar comida e queira passar na sessão de cosméticos, recomendo ir primeiro nos cosméticos, onde você vai se perder nos baixos preços e na variedade de produtos, para depois comprar os alimentos. Se você chegar lá no Walmart, por exemplo, e ir na sessão de congelados primeiro para depois ir na de cosméticos, se prepare que vai descongelar tudo e fazer uma meleira no seu carrinho, porque a gente fica ali naquela sessão que nem sente a hora passar.

A minha estratégia é ir sem os meus filhos, já que fica impraticável entrar numa sessão dessas com dois meninos, então eu vou sem eles, de propósito, porque sei que não posso demorar, afinal, eles estão em casa me esperando. Quando quero algo especifico, eu já vou focada. Outro dia eu queria um batom nude, então entrei na sessão de cosméticos apenas para buscar um nude que me agradasse. Depois fui embora.

É um poder de auto controle que precisamos desenvolver morando aqui, caso contrário você surta. Prefiro comprar no Walmart do que em farmácias. As farmácias são maravilhosas também, mas acho os preços dos mercados melhores. Só vale a pena comprar cosméticos nas farmácias quando tem alguma promoção do tipo: pague um leve três. Eu adoro uma plaquinha de promoção, identifico à distância.



AMOR E FAMÍLIA. FAMÍLIA COM AMOR.



13- Agora uma curiosidade: como é ser brasileira, ser casada com um americano, morar atualmente nos Estados Unidos, mas ter dois filhos nascidos na Alemanha?

Sempre foi um sonho morar fora do Brasil e explorar o mundo. O meu marido é americano, mas passou a maior parte da adolescência na Europa, a mãe dele é Holandesa. Assim como eu, tem um lado bem aventureiro de gostar de explorar o mundo, tanto que com dois meses de namoro nós viajamos para o Egito.



Ele não é nem muito americano e nem muito Europeu, é meio que misturado e gosto disso. O que deixa a nossa relação forte é nossa espontaneidade e nossa paixão por viajar. Hoje com duas crianças precisamos organizar mais as viagens, mas antes dos meninos nascerem era uma farra só. Quando dava na telha, a gente viajava. Pegávamos uma van e íamos passar o final de semana em algum lugar diferente e agradável.



Os meus filhos nasceram na Alemanha, mas pelo sangue eles são brasileiros e americanos, só nasceram na Alemanha mesmo. O Jonas, meu filho mais velho, fala um pouquinho de alemão, porque viveu mais tempo lá do que o Eric (o mais novo). Mas a língua nativa dos meus filhos é o inglês. Eu falo português com eles, mas os dois tem um pouco de dificuldade de aprender a língua, eles são muito pequenos. Queremos passar para os nossos filhos este mesmo espírito que nós temos: de gostar de viajar e de explorar o mundo ao máximo.



14- Você é extremamente sensitiva, com dons excelentes, dos quais eu não preciso me aprofundar aqui. A pergunta chave é a seguinte: Como será este ano de 2016?

Sou super sensitiva, eu costumo chamar de sensações, que são os pensamentos com as emoções. As vezes me pego pensando em alguém, aí já ligo para essa pessoa pra saber se está tudo bem.

Tem o lado bom e o lado ruim de ser assim. Eu capto muito as energias do ambiente e as vezes, mesmo sem querer, acabo puxando uma energia ruim, isso me deixa mal e exausta...é chato. O lado bom disto é que eu posso sentir algo antes de tomar uma decisão. Quando sinto que não vai dar certo, coloco meu pé para trás, quando sinto que dará algo de bom, me jogo sem medo. E agora sendo mãe, acho que minha sensibilidade dobrou.

O ano de 2016 será de abundância, de conquista. Temos que colocar tudo em prática e não deixar nada incompleto, no meio do caminho. É o ano do FAZER ACONTECER, tudo que você não concluiu em 2015, conclua em 2016, porque a energia deste ano conspira a este favor. Se pergunte: O que EU quer mudar? O que eu quero realizar? – Não pense duas vezes, se jogue no seu objetivo com fé. Para alcançar não será fácil, você vai encontrar muitas pedras, mas não desista, foque. É um ano de realizações, você pode ter certeza. Principalmente para os geminianos.



15- Qual é o seu batom preferido?

O Diva da MAC, sem dúvidas. Eu me apaixonei por este batom, foi amor à primeira vista. Quando coloco o Diva, eu me sinto de fato uma diva. É aquele batom que quando acabar, não tenho dúvidas que vou comprar outro. Gosto muito do Heroine também, mas nenhum bate o poder do Diva.

16- Quais cosméticos você não vive sem?

O gel para sobrancelhas da Anastasia Beverly Hills que vende na Sephora aqui dos Estados Unidos. Já vive na minha bolsa, uso ele todos os dias e levo pra cima e pra baixo. Outro produto que conheci faz pouco tempo, é um da Neutrogena que tem filtro solar e componentes que ajudam a minimizar a aparência das rugas. Eu realmente percebo uma diferença quando uso ele, porque sinto a pele mais esticada, sabe? Eu tenho aquele famoso ''bigodinho chinês'', e toda vez que eu uso, sinto uma diferença bacana. E por último, o batom Diva da MAC, como eu disse na pergunta acima, sou apaixonada e não fico sem ele.



17- Qual é o lado positivo de morar fora do Brasil?

Sem sombra de dúvidas o lado positivo de morar fora do Brasil é a segurança, a tranquilidade, a boa educação e a conveniência. Na Alemanha eu me sentia ainda mais segura, porque eu morava em uma cidade bem pequena e podia deixar a porta da casa aberta, o carro aberto que nada acontecia. Nos Estados Unidos moro em uma área muito boa também. Aqui você pode ter uma insônia e resolver sair, dar uma volta de carro, ir ao mercado sozinha, que nada vai te acontecer (no quesito segurança). Eu sempre fico muito assustada quando vou ao Brasil, fico até meio noiada quando ando na rua, toda desconfiada. Fora que aqui nos Estados Unidos tudo é mais barato.



18- Por fim, qual é a sua frase favorita?

Uma frase que eu gosto muito é: “É melhor chorar um dia do que a vida toda”.

Eu sempre falo isso para minhas amigas quando elas terminam um relacionamento ou se decepcionam com alguém. Eu digo: Olha, chora, chora muito, mas chora só hoje, coloca sua cara no espelho e chora com gosto, descarrega tudo hoje e depois não mais.

Isso significa que você pode insistir em estar com uma pessoa por causa do sentimento, mas vai quebrar a cara em vários momentos durante a vida, então é melhor abandonar o bote agora e buscar uma nova oportunidade, do que ficar com aquela pessoa que te fará sofrer pra sempre.



19- Ah, antes que eu esqueça! Conta pra nós um pouco sobre sua cidade?

Moro em Moreno Valley na Califórnia. Essa cidade fica a 1h de Los Angeles, 1h da Disneylândia (ótimo para quem tem crianças como eu), fica a 1h20min da Legoland e 1h30min do Sea World. O que eu mais gosto de morar aqui é que é uma cidade pequena, mas tem tudo (vida noturna/produtos para consumo) e fica a uma hora de tudo. Se você quer esquiar, praticar Snowboard, por exemplo, você está a 1h de distância da montanha chamada Big Bear, depois você pega 1h de estrada (caminho de volta) e pode ir para praia tomar um sol, tudo no mesmo dia. Acho isso muito louco, bom demais. A coisa que eu sinto mais falta aqui é da variedade de queijos e vinhos, como temos na Europa. Isso faz falta.


Criatividade na hora do lanche!



Josy, adorei a entrevista!

Muito obrigada por aceitar participar do Vaidade Sem Frescura e trazer um pouco da sua vida para nosso espaço!

Sua família é linda!

Um beijo.





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PRAZER, LANA!

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Sejam bem-vindas (os) ao Vaidade Sem Frescura! Um blog com dicas de beleza com foco em cosméticos, feito por Alana Benevides, uma vaidosa completamente apaixonada pelo mundo encantado das feminices. Será compartilhado neste espaço muitas resenhas sobre produtos diversos com sinceridade, leveza e uma pitada bem caprichada de bom humor.

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